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13.3.09

D. Pedro I e Inês de Castro

Ele foi, segundo a história,
O maior amor de Portugal,
O qual tomou posse de D. Pedro
Deixando-o frio a este mal.

De Dom Pedro o coração,
Por Inês foi tomado.
Que dama galega esta
Foi o seu maior pecado.

Descoberto o romance um pesadelo
Na mente d’El Rei Afonso ficou
A vizinha Espanha estava próxima,
Daquilo porque Afonso Henriques lutou.

Receando os galegos na corte,
Inês de Castro mandou matar.
Enquanto, distraída, algures em Coimbra,
Peste cruel destino não teve como escapar.

Não tendo onde se esconder,
Foi encontrada pelos algozes,
Decapitada sem qualquer piedade,
Pela mão destes homens ferozes.

Morte fria e cruel que a D. Pedro
A derradeira mágoa fez sentir,
Jurando não querer vingança –
Promessa que acabou por não cumprir.

Marcando a História de Portugal
Este retrato de um amor verdadeiro,
Pelo qual D. Pedro ficou conhecido
Com o nome de Justiceiro.

Já detendo o poder da Coroa,
Dos assassinos se foi vingar
E a mão da amada já no ataúde,
D. Pedro a todos ordenou beijar.

No Mosteiro de Alcobaça
Num túmulo e de pés voltados,
Jazem os amantes, aguardando que o fim do mundo
Os junte, para que nunca sejam separados.

Celso Fernandes, T.G.E.I. I
Português I

Paixão Sinistra

O romance teve início em tempos que já lá vão
Vivendo à custa de um sonho, alimento de ilusão.
Pedro, um nobre, muito imperial,
Inês, rapariga que procura a vida divinal.
O sonho, de uma só alma vai-se desvanecendo,
A crueldade e a mentira vão aparecendo.
Vida, desperdiçada num tom agradável,
Paixão muito visível, não sendo a mais viável.
A verdade mostra-se ser a maior inimiga,
Um sonho na realidade onde se vive a intriga.
Tantos interessados no vulto da pobre senhora
Chegam à conclusão de que tudo deveria ser como outrora.
Uma das saídas passa pela separação
Deste amor tão inocente onde se define uma contradição.
Em relação a todo este tempo dispendido
Vida sem movimento, dá-se por cumprido
Um assassínio tão cruel.
Perdão e misericórdia a galega havia pedido,
Mas de nada importou, o prometido é devido.
A morte dela havia sido consumada.
Mostram-se habilidosos, fazem-se à estrada.
Fugindo com o intuito de ninguém ser capturado,
Nada adianta, a vida da princesa, sem trono, tinham roubado.
Aproximam-se as mais drásticas consequências.
D. Pedro começa por fazer as mais singelas diligências.
Alguns dos criminosos acabam por ser capturados.
Sentem-se incrédulos, neste momento, frustrados.
Pelo silêncio não ter conseguido prevalecer.
Agora, acabou, todos irão sofrer.
Foram sacrificados, pelo crime que cometeram.
A chance de se redimirem eles tiveram:
Nenhuma vida seria desperdiçada
Caso este acordo não estivesse tratado.
Nada volta, resta-lhe viver apenas esta tão melancólica vida,
Sem a sua eterna amada, nem momento houve,
Para uma curta despedida.
Sofrimento sem medida,
Nada justifica um rei viver desta maneira.
A fonte dos amores mostra-se se uma prova verdadeira.
Não tem coragem de amar profundamente,
Encontra a solidão, não destrói o oponente.
Mesmo que renasça e viva uma vida inteira,
Ninguém mais amará desta intensa maneira.
O passado não regressa e se houve algo que ficou,
Deve esquecer e seguir. O que passou, passou…
Mesmo depois de morta, foi coroada rainha,
Deste tão pequeno Portugal, Espanha, sua vizinha.

Dany Cardoso, T.G.E.I. I
Português I

Animação Sociocultural prepara dança medieval para a peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"










Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.

Animação Sociocultural prepara peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"

Dom Pedro I e Inês de Castro



















Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.

Animação Sociocultural prepara peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"

Inês de Castro



Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.