28.5.09

A DOENÇA DE ALZHEIMER

A terceira idade tem preocupado, actualmente, as Famílias, os Governos e a Comunidade em geral. Com efeito, esta doença afecta mais de metade da população idosa portuguesa. Apesar de já haver algum conhecimento geral da doença, grande parte da população desconhece a sua etiologia e sobretudo as suas consequências.
A Alzheimer é uma doença cerebral, referida como a forma mais comum de demência – uma série de sintomas que são, habitualmente, observados em pessoas com uma doença cerebral resultante de danos ou perda de células cerebrais, caracterizando-se pela deterioração das funções mentais que envolvem perda de memória e de outras competências intelectuais e físicas –, que, num grau elevado, faz com que a pessoa portadora de Alzheimer se sujeite a viver em dependência para o resto da vida.
Alois Alzheimer, médico psiquiatra e neuropatologista, alemão, foi quem, em 1906, descreveu, pela primeira vez, os sintomas desta doença degenerativa.
A Alzheimer danifica a memória e o funcionamento mental, mas pode igualmente levar a outros problemas, tais como a confusão, e a desorientação no tempo e no espaço. O sintoma primário mais notável é, de facto, a perda de memória, pelo que o portador tem dificuldade em lembrar factos aprendidos recentemente, e perde flexibilidade no pensamento, nomeadamente no abstracto. Além da agnosia, uma grande parte dos portadores da doença apresenta também apraxia (dificuldade nas funções principais de percepção e nos movimentos), pelo que aqueles podem apresentar dificuldade a vestir ou a escrever. A degeneração progressiva dificulta a independência, afectando a linguagem e os comportamentos. Assim, a linguagem é afectada, devido à impossibilidade de lembrar o vocabulário. Ao nível comportamental, pode acontecer o doente apresentar irritabilidade e ataques de fúria inesperados. Durante a última fase de Alzheimer, o doente está completamente dependente do seu principal cuidador. As suas massa muscular e mobilidade degeneram-se a um extremo agravante que obriga os portadores a ficarem deitados na cama, sem capacidade de executarem qualquer actividade sem ajuda. Sempre que um doente sai à rua, é conveniente levar sempre consigo documentos de identificação, para o caso de se perder. Por fim, vem a morte que, normalmente, não é causada pela Alzheimer, mas por outros factores como, por exemplo, uma pneumonia. De acordo com este quadro evolutivo, pode considerar-se que a doença atravessa quatro fases: a pré-demência, a demência inicial, a demência moderada e a demência avançada.
A Alzheimer afecta, não só o doente, mas todos os que com ele lidam no quotidiano, com particular destaque para o núcleo familiar. O maior impacto faz-se sentir no principal cuidador que, para além do esforço emocional e físico envolvido, é confrontado com o declínio progressivo do seu familiar. É muito importante para a pessoa portadora de Alzheimer que seja assistida com múltiplos cuidados diários.
A ausência de conhecimento da(s) causa(s) desta doença impossibilita a existência de um tratamento curativo e definitivo. A inexistência de testes preditivos também não permite dar a conhecer se uma pessoa, no futuro, pode vir ou não a contrair a doença.

Nair Renata Ricardo Fernandes, Curso de Técnico de Animação Sociocultural I
(Português e Psicologia)

13.3.09

O Sufrágio Universal e a Participação Feminina na Política

Direitos laborais, sexuais, académicos e de cidadania participativa, tais como ter um trabalho remunerado, casar de livre vontade e instruir-se, assim como votar são, actualmente, direitos interiorizados pelas mulheres e pelos homens do mundo Ocidental. Porém, nem sempre assim foi.

A proclamação da igualdade entre todos os cidadãos foi durante muito tempo uma meia-verdade, limitada ao sexo masculino. Só em pleno século XX, a ideia da igualdade entre os sexos conseguiu afirmar-se e foi já convertida, nos países da Europa, num princípio constitucional.

Em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a conceder o direito de voto às mulheres, cuja conquista se deveu a um movimento liderado pela feminista Kate Shepparde. Em 1902, a Austrália concedeu o voto, com algumas restrições. Na Europa, o primeiro país em que as mulheres obtiveram o direito ao voto foi a Finlândia, em 1906.

Em Portugal, as primeiras tentativas para obter o sufrágio feminino deram-se nos últimos anos de regime monárquico, em fins do século XIX, e nos princípios da República (1910-1928), mas as assembleias e governos que se iam sucedendo reagiram sempre desfavoravelmente e não baixaram a barreira legal que vedava o voto às mulheres.

A primeira mulher a votar, em Portugal, foi Carolina Beatriz Ângelo, nas eleições constituintes de 28 de Maio de 1911, tornando-se uma excepção por ser médica, mãe e viúva.

Só no início da década de 30, foi reconhecido o direito de voto às portuguesas. O primeiro passo estava dado, porém, a igualdade de tratamento era ainda uma meta distante. Enquanto para os homens se exigia apenas, em alternativa, um requisito censitário mínimo, as mulheres tinham de ter um curso especial, secundário ou superior.

Alguns anos depois, a legislação veio estender, sensivelmente, o direito de voto, reconhecendo-o também às mulheres que fossem chefes de família, nas mesmas condições dos homens e às mulheres casadas, desde que soubessem ler e escrever e pagassem um mínimo de contribuição predial.

Durante a primeira fase, só uma elite, com sólida cultura, era considerada capaz de se interessar pelos negócios públicos, mas depois desta segunda manifestação legislativa, é já a mulher “média” que se tem em vista, pois passam a interferir naqueles todas as que vivam sobre si e assumam responsabilidades familiares, e ainda uma boa parte das mulheres casadas.

Só em 1976, se veio, finalmente, a consagrar o princípio da igualdade absoluta entre os sexos, ao atribuir-se o direito de voto a todos os Portugueses, incluindo as mulheres. As Portuguesas alcançaram, assim, uma «cidadania plena», podendo eleger e ser eleitas.

Em Portugal, apenas uma mulher esteve à frente de um governo. Foi Maria de Lurdes Pintassilgo (1930-2004), tendo sido Primeira-Ministra do V Governo Constitucional. Esta mulher destacou-se ainda por ter sido procuradora na Câmara Corporativa (1965-1974), ter ocupado vários cargos governamentais, depois do 25 de Abril, ter sido ministra dos Assuntos Sociais do II e III Governos Provisórios, e ter desempenhado o cargo de embaixadora da UNESCO.

Mais recentemente, em Portugal, a Lei da Paridade (Lei Orgânica 3/2006 de 21 Agosto), veio estabelecer a obrigatoriedade da composição das listas assegurarem a representação mínima de 33% de cada um dos sexos, como forma de favorecer e garantir uma participação mínima das mulheres na política.

Vencida a barreira legal, verifica-se, porém, muitas vezes, a existência de práticas sociais que a contrariam e que impedem a sua efectiva aplicação. Ao Direito cabe alargar o horizonte das oportunidades, favorecer as condições de igualdade, mas a sua aplicação às situações da vida fica, muitas vezes, dependente da tomada de consciência e da vontade dos interessados.

Carla Cunha e Joana Silvério
Técnico de Serviços Jurídicos I
Português I


ENTREVISTA

A Ensiguarda entrevistou a deputada egitaniense da Assembleia da República Ana Manso sobre a participação política das mulheres em Portugal
Alguma vez se sentiu descriminada, no seu partido, pelo facto de ser mulher?
Directamente nunca me senti descriminada, no meu partido, pelo facto de ser mulher. No entanto, e por vezes, a descriminação assume formas tão subtis que as suas consequências só, a médio e longo prazo, se tornam visíveis e se fazem sentir.

Concorda com a Lei da Paridade?
Enquanto instrumento transitório, a Lei da Paridade continua a ser necessária e útil. Quanto à sua eficácia, isto é, atingir os verdadeiros objectivos da paridade, a lei ainda fica aquém, pois deveria estabelecer o valor de 53% e não os 33,33%, ou seja, o correspondente ao peso relativo da Mulher na sociedade portuguesa. Mas o facto é que gostaria que ela não tivesse de existir. Era sinal que a sociedade tinha atingido a sua plena igualdade e equilíbrio, num estado de direito justo e desenvolvido.

Na sua opinião, esta lei fará com que as mulheres encarem a participação política de forma diferente?
Gostaria que sim e, por certo, é isso que vai acontecer. Mas a mudança será mais encarada pelos homens, porque vão ser obrigados, desde logo, e à partida, a aceitar a participação política das mulheres de forma diferente e sem quaisquer preconceitos, isto é, deixa de ser necessário “provar primeiro para ser aceite e ter uma oportunidade depois”.

Considera que Portugal estaria diferente se tivesse concedido o voto à mulher mais cedo, tal como o fez a Finlândia?
Claro que sim, e sobre isso não tenho quaisquer dúvidas. E apraz-me registar que a primeira mulher a votar em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo, era natural da Guarda.

Quais as grandes diferenças que se teriam operado se tal tivesse acontecido em Portugal?
Desde logo uma prática política mais aberta e sensível a questões de natureza social e familiar, e, quero acreditar, com maior transparência e isenção na vida política; um mundo com menos dor e menos sofrimento humano; um mundo mais justo, mais equilibrado, menos agressivo e com menos desgraças, menos violência, menos guerra e sem fome e pobreza.

O que falta a Portugal para as mulheres participarem mais activamente na política?
Ainda temos um longo, longo caminho a percorrer. É preciso mais ética e qualidade na prática política, por um lado, e, por outro, uma partilha mais equilibrada das responsabilidades familiares e domésticas que facilitem, ou, pelo menos, não dificultem a conciliação da actividade política com a vida familiar. A lei da Paridade ajuda do ponto de vista legal, do direito e do contexto de partida e de início, mas não resolve todos os problemas que se deparam à participação activa das mulheres na política, no seu dia-a-dia. Mas, enfim, o caminho faz-se caminhando e faz-se passo a passo… O que importa é não desistir e fazer de cada dificuldade um desafio a vencer!

Entrevista dirigida pela aluna Carla Cunha, T.S.J. I
Português I

D. Pedro I e Inês de Castro

Ele foi, segundo a história,
O maior amor de Portugal,
O qual tomou posse de D. Pedro
Deixando-o frio a este mal.

De Dom Pedro o coração,
Por Inês foi tomado.
Que dama galega esta
Foi o seu maior pecado.

Descoberto o romance um pesadelo
Na mente d’El Rei Afonso ficou
A vizinha Espanha estava próxima,
Daquilo porque Afonso Henriques lutou.

Receando os galegos na corte,
Inês de Castro mandou matar.
Enquanto, distraída, algures em Coimbra,
Peste cruel destino não teve como escapar.

Não tendo onde se esconder,
Foi encontrada pelos algozes,
Decapitada sem qualquer piedade,
Pela mão destes homens ferozes.

Morte fria e cruel que a D. Pedro
A derradeira mágoa fez sentir,
Jurando não querer vingança –
Promessa que acabou por não cumprir.

Marcando a História de Portugal
Este retrato de um amor verdadeiro,
Pelo qual D. Pedro ficou conhecido
Com o nome de Justiceiro.

Já detendo o poder da Coroa,
Dos assassinos se foi vingar
E a mão da amada já no ataúde,
D. Pedro a todos ordenou beijar.

No Mosteiro de Alcobaça
Num túmulo e de pés voltados,
Jazem os amantes, aguardando que o fim do mundo
Os junte, para que nunca sejam separados.

Celso Fernandes, T.G.E.I. I
Português I

Paixão Sinistra

O romance teve início em tempos que já lá vão
Vivendo à custa de um sonho, alimento de ilusão.
Pedro, um nobre, muito imperial,
Inês, rapariga que procura a vida divinal.
O sonho, de uma só alma vai-se desvanecendo,
A crueldade e a mentira vão aparecendo.
Vida, desperdiçada num tom agradável,
Paixão muito visível, não sendo a mais viável.
A verdade mostra-se ser a maior inimiga,
Um sonho na realidade onde se vive a intriga.
Tantos interessados no vulto da pobre senhora
Chegam à conclusão de que tudo deveria ser como outrora.
Uma das saídas passa pela separação
Deste amor tão inocente onde se define uma contradição.
Em relação a todo este tempo dispendido
Vida sem movimento, dá-se por cumprido
Um assassínio tão cruel.
Perdão e misericórdia a galega havia pedido,
Mas de nada importou, o prometido é devido.
A morte dela havia sido consumada.
Mostram-se habilidosos, fazem-se à estrada.
Fugindo com o intuito de ninguém ser capturado,
Nada adianta, a vida da princesa, sem trono, tinham roubado.
Aproximam-se as mais drásticas consequências.
D. Pedro começa por fazer as mais singelas diligências.
Alguns dos criminosos acabam por ser capturados.
Sentem-se incrédulos, neste momento, frustrados.
Pelo silêncio não ter conseguido prevalecer.
Agora, acabou, todos irão sofrer.
Foram sacrificados, pelo crime que cometeram.
A chance de se redimirem eles tiveram:
Nenhuma vida seria desperdiçada
Caso este acordo não estivesse tratado.
Nada volta, resta-lhe viver apenas esta tão melancólica vida,
Sem a sua eterna amada, nem momento houve,
Para uma curta despedida.
Sofrimento sem medida,
Nada justifica um rei viver desta maneira.
A fonte dos amores mostra-se se uma prova verdadeira.
Não tem coragem de amar profundamente,
Encontra a solidão, não destrói o oponente.
Mesmo que renasça e viva uma vida inteira,
Ninguém mais amará desta intensa maneira.
O passado não regressa e se houve algo que ficou,
Deve esquecer e seguir. O que passou, passou…
Mesmo depois de morta, foi coroada rainha,
Deste tão pequeno Portugal, Espanha, sua vizinha.

Dany Cardoso, T.G.E.I. I
Português I

Animação Sociocultural prepara dança medieval para a peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"










Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.

Animação Sociocultural prepara peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"

Dom Pedro I e Inês de Castro



















Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.

Animação Sociocultural prepara peça de teatro "D. Pedro I e Inês de Castro"

Inês de Castro



Actividade desenvolvida em interdisciplinaridade com a disciplina de Animação Sociocultural I.

Ler o mundo - Daniel Sampaio

1. Efeitos da leitura no desenvolvimento das capacidades do cérebro: «A investigação tem demonstrado a possibilidade de a leitura ampliar as capacidades do cérebro, criando diferentes perspectivas de interpretação da realidade e novas competências no manejo das emoções, contribuindo para a melhor compreensão da complexidade do mundo. Especialistas defendem que o que importa é que a criança leia, sobretudo textos que a mobilizem e não se afigurem desconexos em termos de espaço e tempo, o que poderá levar ao abandono do livro. Por isso, o interesse de uma criança ou de um adolescente por qualquer tema deverá ser incentivado, porque estará a contribuir para o ganho de hábitos de leitura, que só se poderão consolidar nas idades jovens.Costuma dizer-se que se pode ler um livro a uma criança desde muito cedo, na prática deve seguir-se o conselho de segurar a criança ao colo e com a mão disponível ler-lhe um episódio qualquer que o faça sonhar: não importa, a princípio, se é ou não um texto de muito valor literário».

2. Que lia Daniel Sampaio na infância e na adolescência: «Houve tempos, no início da adolescência, em que só me interessava por banda desenhada ou imprensa desportiva. Ansiava pela chegada do «Cavaleiro Andante» para me deliciar com as aventuras de Tintin, ou para recriar, com os meus amigos, as investigações do detective Sexton Blake e do seu assistente Tinker, sempre na pista de tenebrosos crimes; ou recortava as crónicas de «A Bola», onde Aurélio Márcio, Carlos Pinhão e Vítor Santos me encantavam com a capacidade de escrever várias colunas sobre um simples penálti. No Verão treinava o meu francês na revista «Miroir Sprint» dedicada à Volta à França em bicicleta, de modo a saber tudo sobre Ferdi Kubler e Hugo Koblet, os meis heróis do ciclismo.A minha mãe, sempre grande leitora, outrora encantada com com a minha leitura compulsiva das histórias tradicionais«contada às crianças» por Leyguarda Ferreira, dos livros dos Cinco ou do devorar das aventuras de Sandokan, o Tigre da Malásia, andava agora inquieta: «O menino não lê nada!» Ao que o meu pai, mais sereno, depressa respondeu:«Vais ver que o miúdo depois muda, é da idade, depois lerá outras coisas...» E os dois ficaram contentes quando passei do Michel Vaillant para os livros policiais: depressa Agatha Christie e Ellery Queen invadiam os meus tempos livres, à média de um por dia... e nunca mais esqueci O assassinato de Roger Ackroid ou Vivenda Calamidade! »


3. Mensagem de Daniel Sampaio sobre o Plano Nacional de Leitura: «O actual Plano Nacional de Leitura tem, entre outros méritos, a vantagem de oferecer uma lista de livros adequada a cada idade, o que constitui um valioso guia para os pais e educadores. Muitos desses textos são estímulo à fantasia da criança e do adolescente: esse deve ser o principal desígnio da literarura infantil porque, como também escreveu João dos Santos, «histórias sem sonho são narrativas sem murmúrios nem vogais, portanto sem os sons da dor e do prazer».


Daniel Sampaio, in Pública-Público
(Imagem daqui.)

14.2.09

Biblioteca de Mêda receberá 2.ª eliminatória do Concurso do Plano Nacional de Leitura


Ver mais aqui.

Vencedores do Concurso do Plano Nacional de Leitura da Ensiguarda


1.º prémio: Raquel Rebelo (Técnico de Comunicação)
2.º prémio: Sérgio Lopes (Técnico de Serviços Jurídicos)
3.º prémio: João Paulo Neves (Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos)

31.1.09

"A Lua de Joana", de Maria Teresa Gonzalez

O livro retrata a história de uma rapariga chamada Joana, que perdeu a sua melhor amiga, a Marta, quando esta se envolveu com as drogas. Joana interrogava-se ao tentar entender o que teria levado a sua amiga Marta a fazer aquilo.

Joana era uma rapariga exemplar, na escola e em casa, mas tudo mudou quando ela se envolveu com uma amiga de Marta, a Rita, e com o irmão da daquela, o Diogo, também vítima das drogas. A morte da sua avó, a pessoa de quem ela mais gostava no mundo, e a falta de atenção e de diálogo por parte dos pais, levou a que ela se começasse a sentir só. As únicas pessoas que lhe deram atenção foram a Rita e o Diogo. Inicialmente, começou por vender as suas coisas, para conseguir dinheiro, para ajudar Diogo acabando, também ela, por se envolver com as drogas.


Certo dia, Joana olhou-se ao espelho e reparou como tinha mudado, entendendo, agora, como tão facilmente a amiga se tinha envolvido com a droga. – “ … o ano passado, nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para o lado de lá, o lado para onde tu passaste, o lado que eu sabia que era ERRADO!” Apesar de ter desejado abandonar esse caminho, parece ter sido tarde de mais…

Armando, T.M.I./E. I

20.1.09

Porque é importante ler?


«Quando uma criança não lê, a imaginação desaparece.»

28.11.08

Roy

Roy é o pseudónimo de um cão labrador de cor castanha clara. O seu nome provém do verbo “Roer”, porque, quando este era pequeno passava as suas infinitas horas na lavandaria a roer os “adereços” que se encontravam na divisão, tais como canos da água, electricidade, roupa e até um corrimão de madeira que dava acesso ao piso superior. No Verão passado, o Roy teve a escassa oportunidade de poder passar umas largas horas a beira rio. Como adoro cães, voluntariei-me para o levar até ao lugar onde iríamos ficar.

O meu cão estava todo excitado por, finalmente, poder sair da carrinha onde já estava há pelo menos 30 minutos de viagem. Na nossa descida pela colina, deparámo-nos com um cão de raça “huski”. E todos nós sabemos como é quando um cão vê outro: se for fêmea, tenta acasalar, e se for macho, aí já há problemas! Como o Roy é necessitado por “carinho canino” houve bulha. Infelizmente, este incidente fez com que ele voltasse para a carrinha onde passou o resto da tarde. É óbvio que de 5 em 5 minutos vinha a janela da carrinha para ladrar, chamar a atenção. E lá estava eu para poder dar-lhe um pouco de conforto, brincar com ele, e até dar-lhe um pouco de comida.

Este é e sempre será o meu cão preferido!

FIM
Hugo Fernandes, T.G.E.I. 1

23.11.08

Opinião dos alunos da Ensiguarda sobre a Universidade de Júnior

A Universidade Júnior, também denominada Universidade de Verão, é o maior programa nacional de iniciação ao ambiente universitário para jovens do 2.º e 3.º ciclos, e do Ensino Secundário, tendo como principal finalidade a promoção do gosto pelo conhecimento, em áreas diversificadas, como as Ciências, as Engenharias, as Letras, o Desporto, as Belas-Artes, a Arquitectura, o Direito, a Economia, a Medicina ou a Música.

Num inquérito sobre esta temática, os alunos da Ensiguarda manifestaram o seu conhecimento e receptividade na participação da Universidade Júnior.

Ainda que não tendo tido oportunidade anterior de a ter frequentado, mais de 86% dos alunos inquiridos gostaria de participar na Universidade Júnior, cujas razões vão desde o autodidactismo ao enriquecimento do seu “curriculum vitae”. Mais de 50% concorda que os alunos da Ensiguarda tenham férias deste género.

Ficha técnica:

Os dados apurados decorreram da aplicação de um inquérito junto de 28 alunos da Ensiguarda, maioritariamente do sexo feminino (em distribuição aleatória), por três alunos de T.S.J.1, no âmbito do módulo de Estatística da disciplina de Matemática I. A amostra foi dividida pelos alunos dos vários cursos da escola. O objecto da sondagem foi a receptividade dos alunos à participação na Universidade Júnior.

Cátia Pires
Jorge Lima
Jessica Sebastião
T.S.J.

(Matemática I, com colaboração de Português I)

Opinião dos alunos da Ensiguarda sobre um novo canal televisivo

Os alunos da Ensiguarda estão receptivos a um novo canal televisivo cinematográfico.

A uma amostra de 50 pessoas, averiguou-se que:
. a maioria dos inquiridos prefere um canal, cuja categoria é a de filmes;
. o horário eleito para audiência é o nocturno;
. a maioria dos inquiridos gostaria de ver publicidade comercial;
. uma esmagadora maioria é a favor da existência de programação para adultos.

Ficha técnica:

Esta sondagem foi efectuada, oralmente, por quatro alunos da Ensiguarda, para a disciplina de Matemática, entre os dias 5 e 10 de Novembro, junto de indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 22 anos. Os inquiridos, estudantes da Ensiguarda, foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à faixa etária. A amostra foi dividida pelos alunos dos vários cursos da escola. O objecto da sondagem foi a preferência e a receptividade de um novo canal de televisão. O resultado projectado da audiência do novo canal televisivo é calculado mediante um exercício meramente matemático.

Nuno Barbosa
Daniela Marques
Catarina Pereira
Andreia Nunes
T.C.1
(Matemática I, com colaboração de Português I)

SER PROFESSOR É…

Depois de lidas algumas páginas do "Diário", de Sebastião da Gama, questiono-me: Como será ser-se professor?

Há quem diga que ser professor é uma profissão como outra qualquer, mas, para mim não. É uma profissão que exige um dom, o dom da sabedoria.

Ser professor é saber entender os alunos, aconselhando-os, respeitando-os e dando-lhes sempre uma mão amiga. Para mim, ser professor, é ser, acima de tudo, um bom amigo do aluno.

O professor é aquela pessoa que passa horas e horas a trabalhar. Este tem de preparar aulas, tendo sempre em conta perguntas como: Será que os alunos me vão entender? Será que explico bem a matéria? Será… será que sou bom professor?!

Na minha opinião, ser professor exige muito trabalho, muita experiência, muita dedicação e, acima de tudo, muita, responsabilidade.

Um professor, muitas das vezes, não consegue ter vida própria, chega a casa, tem de corrigir trabalhos, preparar aulas, fazer testes, lançar notas, está sempre atarefado.

Na minha opinião, acho que um professor deve ser sempre exigente, pois se o for, os alunos empenham-se mais, sabem que ele não tolera certas brincadeiras, logo estes evitam fazê-las.

Para mim, ser professor é a profissão que pede mais trabalho e dedicação. Um professor deve estar sempre à vontade com os alunos, comunicando bem com eles, fazendo aulas diferentes, tendo sempre em conta a opinião do aluno.

Na verdade, acho que ser professor é ser um indivíduo que ensina uma Língua, uma Ciência, uma Arte.

Daniela Marques, T.C.1

DESCRIÇÃO DE UMA IMAGEM


Esta fotografia retrata o escritor José Saramago, quando recebeu o Prémio Nobel da Literatura, em 1998. Devido à diversidade de fotografias, não foi possível conseguir saber quem foi o fotógrafo da imagem, tendo sido retirada da Internet.

O escritor retratado é de nacionalidade portuguesa, tendo escrito inúmeras obras, nomeadamente, “Terra do Pecado”, em 1947 (a sua primeira obra), “Ano da Morte de Ricardo Reis” e “Memorial do Convento”. Com muita arte e cultura, Saramago conseguiu uma vasta série de grandes obras que contribuíram para que ele fosse premiado com o Prémio Nobel, sendo de destacar que foi o único português a ser premiado nesta categoria.

No retrato, é de notar o ar emocionado, de enorme felicidade e gratidão devido ao prémio recebido, uma vez que ele viu todo o trabalho de uma vida ser reconhecido. O facto de o escritor ter uma mão no peito demonstra a felicidade que está a sentir. É também um modo de agradecimento a quem muito o ajudou.

O modo como o escritor está vestido mostra bem o grau de importância que é dado ao acontecimento. É também de notar o quadro e a medalha recebida que a personalidade retratada exibe com grande orgulho e satisfação, sendo ainda de destacar um fundo verde, amarelo e vermelho, as cores da bandeira portuguesa.

As funções desta imagem são a descritiva e a informativa.

Armando Martins, T.M.I. 1